segunda-feira, 15 de junho de 2015

ESCRITOR MÁRIO DE ANDRADE ERA HOMOSSEXUAL ? CUIDEMOS DE NOSSAS VIDAS !

MÁRIO DE ANDRADE FOI UM GRANDE ESCRITOR / POETA, E SUA OBRA E SEU LEGADO PARA A HISTÓRIA E LITERATURA BRASILEIRA É O QUE DEVE SER DESTACADO.


A VIDA PARTICULAR DELE ERA DELE.


Está por aí no AR um certo MISTÉRIO e expectativa em torno de uma CARTA que a Casa de Rui Barbosa foi obrigada a tornar pública, o que será feito no próximo dia 18/06 por determinação da CGU.

A carta foi escrita por Mário de ANDRADE e endereçada a MANUEL BANDEIRA, e faz parte de um conjunto de 15 cartas trocadas entre os escritores entre 1928 e 1935, sendo a única ainda não tornada pública.

Segundo andam especulando, acredita-se que nela Mário de Andrade fale abertamente de sua homossexualidade.

Sinceramente, se esse o motivo da carta não ser revelada, e esse o motivo (a possível HOMOSSEXUALIDADE do escritor) de tanto interesse...façam-me o favor...!!!!

A vida e obra de MÁRIO DE ANDRADE tem muito a nos oferecer e enriquecer, já a questão da sexualidade dele...era dele. 

Cuidemos de nossas vidas.

Da vida dos outros, só quando nossa ajuda e apoio for solicitado, ou oferecida e aceita certa ajuda.

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Ode ao Burguês

Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…

Mário de Andrade

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